O serviço público de qualidade é um anseio de toda a sociedade. A carga tributária cobrada no Brasil é muito alta e os serviços obtidos em troca nem sempre satisfazem à população. O governo, responsável pela situação, nem sempre acerta na solução das mazelas, que vão desde pífias estruturas físicas nos órgãos, falta de materiais, até desvalorização do servidor e precariedade no incentivo à qualificação. Além disso, ainda se têm que enfrentar decisões políticas de diminuição das atribuições do Estado e conseqüente sucateamento do funcionalismo. Essa foi a ideologia predominante nos anos 80 para cá. Esse tipo de pensamento gerou a contradição insuportável para o povo: impostos altos, como nos países de bem estar social e serviços ruins como o de países pobres.
O servidor público, agente da máquina pública tão bem financiada pelos impostos, é o anteparo do Estado para a solução desse impasse. Dessa forma, sempre buscou as melhorias das condições de trabalho e mais qualificação. A partir deste pensamento, exigiu dos governos investimentos na infra-estrutura do serviço. Sendo assim, o trabalhador público, consciente de suas responsabilidades, demandou por qualificação ao ponto de ter evoluído para a opinião de buscar a qualificação com qualidade e compatível com as condições salariais.
Isto posto, deste pensamento surgiu a ACEB (Associação Classista de Educação do Estado da Bahia), formada por um grupo de sindicalistas classista, e que se conveniou com a FETRAB (Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia), firmando uma parceria que constituiu um Programa de Qualificação Profissional, capaz de fazer frente aos desafios que os trabalhadores enfrentam no seu dia-a-dia. Agora, em júbilo, anuncia-se a ida ao sexto ano do projeto, que se fortalece mais ainda para continuar o investimento na formação e requalificação dos trabalhadores, sobretudo dos públicos do Estado da Bahia.
O balanço do período é positivo. Até agora foram mais de 3.000 inscritos nos diversos cursos. Centenas de profissionais receberam o título de Especialista, após apresentarem trabalhos monográficos, cujos objetos de estudo sempre estiveram diretamente relacionados às questões voltadas para a melhoria do serviço funcional.
Assim, destacaram-se os cursos na área da Educação, para atender, especialmente, às legislações: Lei 10.639/03, ampliada pela Lei 11.645/08, que introduzem conteúdos de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena no currículo oficial da educação brasileira; o capítulo V da LDB (Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional), que garante a inclusão de alunos especiais e Lei 9.795/99, que define os parâmetros da educação ambiental e o desenvolvimento sustentável; cursos na área de Educação Física; consolidando com curso na área da Segurança Pública.
Para atender companheiros do Judiciário e da Saúde, dirigentes das entidades nos ramos de atividade se incorporaram à coordenação acadêmica para a composição de componentes curriculares em cursos das áreas.
Novas turmas, tanto na capital, quanto no interior, serão formadas. Mais informações poderão ser obtidas através dos telefone (71)3322-7918 ou através da solicitação por correio eletrônico contato@fetrab.org.br.